Os coordenadores das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) participaram, nesta segunda-feira (19), de um debate na GloboNews sobre as estratégias para a reta final das eleições presidenciais de 2026.

Mediado pela jornalista Julia Duailibi, o encontro reuniu Edinho Silva, representante de Lula, e Rogério Marinho, coordenador de Flávio. Os dois divergiram sobre programas sociais, direitos trabalhistas, segurança pública e os atos de 8 de janeiro de 2023.

ESTRATÉGIAS PARA O SEGUNDO TURNO

Edinho Silva afirmou que a campanha de Lula pretende destacar as diferenças entre os projetos dos candidatos, com foco em saúde, geração de empregos, tecnologia e direitos dos trabalhadores.

Rogério Marinho declarou que a campanha de Flávio continuará enfatizando problemas econômicos, endividamento das famílias e segurança pública, além de criticar a atual gestão federal.

BOLSA FAMÍLIA GERA DIVERGÊNCIA

Marinho negou que Flávio pretenda acabar com o Bolsa Família para beneficiários que conseguirem emprego formal. Segundo ele, a proposta prevê ampliar de 18 para 24 meses o período de transição do benefício.

Edinho questionou o compromisso do adversário com programas sociais e direitos trabalhistas, citando seu histórico parlamentar e posicionamentos sobre a escala 6×1.

SEGURANÇA PÚBLICA E 8 DE JANEIRO

Na segurança pública, Edinho criticou propostas relacionadas ao rastreamento de munições. Marinho rebateu as acusações e afirmou que Flávio não é autor do projeto mencionado.

Os representantes também divergiram sobre a tentativa de golpe de Estado. Marinho questionou a caracterização dos atos de 8 de janeiro, enquanto Edinho defendeu as conclusões das investigações e a preservação das instituições democráticas.

O encontro ocorreu a seis dias do segundo turno, marcado para domingo (25).

📰 Fonte: g1 / GloboNews
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