O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito neste domingo (25), poderá indicar até quatro novos ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF) durante seu próximo mandato, que começa em janeiro de 2027 e termina em dezembro de 2030.

A possibilidade considera uma cadeira atualmente desocupada e outras três vagas que serão abertas com a aposentadoria compulsória de magistrados que completarão 75 anos.

QUAIS MINISTROS DEIXARÃO O STF?

A primeira vaga está aberta desde outubro de 2025, quando Luís Roberto Barroso antecipou sua aposentadoria.

Outros três integrantes deverão deixar a Corte nos próximos anos:

• Luiz Fux: abril de 2028;
• Cármen Lúcia: abril de 2029;
• Gilmar Mendes: dezembro de 2030.

Caso as quatro indicações sejam aprovadas, Lula poderá encerrar seu novo mandato com sete dos 11 ministros do STF escolhidos por ele.

INDICAÇÃO DEPENDE DO SENADO

Apesar de caber ao presidente da República escolher os nomes, a nomeação não é automática.

Cada indicado precisa passar por uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e receber a aprovação de pelo menos 41 dos 81 senadores.

Em abril de 2026, o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias, escolhido por Lula para ocupar a vaga deixada por Barroso.

MUDANÇAS NA COMPOSIÇÃO DO SUPREMO

As futuras nomeações poderão influenciar a composição do tribunal responsável por julgar questões constitucionais e processos de relevância nacional.

Durante seu atual mandato, Lula já indicou Cristiano Zanin e Flávio Dino ao STF.

A possibilidade de novas escolhas também ocorre em meio a discussões sobre mudanças no funcionamento do Judiciário e nos critérios de seleção dos ministros.

📰 Fonte: g1 / UOL / Exame
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