A disputa pela Presidência da República entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) atingiu um recorde de judicialização nas eleições de 2026. Até quarta-feira (21), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) havia recebido pelo menos 804 ações relacionadas à corrida presidencial.

O número representa mais que o dobro dos processos registrados no mesmo período das eleições de 2022, quando foram contabilizadas 325 ações. Em 2018, foram 388.

DISPUTA NAS REDES SOCIAIS

Grande parte dos processos envolve pedidos de remoção de publicações, suspensão de propagandas eleitorais e concessão de direito de resposta.

As campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro também protagonizam disputas sobre o funcionamento das plataformas digitais, incluindo o alcance de conteúdos no Instagram, Facebook e canais de WhatsApp.

Outro tema que chegou à Justiça Eleitoral foi o uso de inteligência artificial na produção de imagens e vídeos políticos, especialmente os chamados deepfakes, capazes de simular pessoas e situações de maneira realista.

PROCESSOS PODEM TER CONSEQUÊNCIAS

Além das ações relacionadas à propaganda, o TSE analisa investigações sobre possíveis irregularidades eleitorais.

Dependendo das provas e das decisões judiciais, determinados processos podem resultar em sanções, inelegibilidade ou até cassação de mandato.

A existência de uma ação judicial, entretanto, não significa que houve irregularidade comprovada.

NOVA PESQUISA DATAFOLHA

Em paralelo à disputa jurídica, o Datafolha divulgará nesta quinta-feira (22), a partir das 19h, uma nova pesquisa de intenção de voto para o segundo turno.

O levantamento ouviu 2.520 eleitores entre os dias 20 e 22 de outubro e possui margem de erro de dois pontos percentuais.

Na pesquisa anterior, Flávio registrou 47% das intenções de voto, contra 45% de Lula, configurando empate técnico.

O segundo turno será realizado no domingo, 25 de outubro.

📰 Fonte: g1 / TSE / Datafolha
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